Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Mensagem final

"Uma lenda chinesa conta a história de dois amantes que jamais conseguiram juntar-se. Chamam-se Noite e Dia. Nas horas mágicas do entardecer e do amanhecer, os amantes quase que se tocam e estão prestes a unir-se, coisa que nunca acontece. Dizem que, se prestarmos atenção, poderemos ouvir os seus lamentos e ver o céu tingir-se de vermelho pela raiva que ambos sentem. A lenda afirma que os Deuses acharam por bem conceder-lhes alguns momentos de felicidade e por isso criaram os eclipses, durante os quais os dois amantes conseguem unir-se e fazer amor. Tu e eu esperamos pelo nosso eclipse. Agora que percebemos que nunca mais voltaremos a encontrar-nos, que estamos condenados a viver separados, que somos a noite e o dia."

Mas eu nunca te esquecerei. Serás para mim e todos os dias da minha vida "o meu amor de sempre", onde quer que estejas e com quem quer que estejas, fica com o meu amor tambem...

Sempre teu e para sempre

Poeta Acidental

Adeus meu amor tão mau.


publicado por Poeta Acidental às 21:29
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Despedida

Nas tuas mãos branco-seda
Nos teus olhos de pranto
Há uma enorme vereda
Cheia de verde-espanto
 
No teu corpo doce-mel
No teu colo tão santo
Há uma folha de papel
Toda em branco
 
No teu peito de corça
Há um coração aflito
De uma vida sem força
Que se mata num grito
 
Na tua boca fermente
Há palavras silenciadas
Há outra boca ausente
E sabor a madrugadas
 
Nos teus olhos verde-pranto
Há sabor a derrota
E saudades do encanto
De uma voz doce e rouca
 
Nos teus braços abertos
Há saudades de mar
E de outros apertos
Mas só abraças o ar
 
No teu sono desperto
Há rosas a bailar
Entre o errado e o certo
Sentem-se a murchar
 
Nos teus olhos verde-mágoa
Sente-se a saudade chorar
Mas já caiu a gota d’água
Que me fez transbordar
 
No teu rosto rosa-indeciso
E amarelo-rosa de dor
Cansa-se já um sorriso
Que outrora foi d’amor
 
Nesse caminho de cardos
Onde preferiste passar
Há mil e um fardos
Ainda por acartar

publicado por Poeta Acidental às 21:17
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

Teus olhos

Em teus olhos vi incertezas
Vi esperanças e vi medos
Vi dor e vi tristezas
Guardadas como segredos
 
Em teus olhos quis promessas
De amor e de desejo
A certeza de um amanhã
Na força de um beijo
 
Em teus olhos não vi nada
Nem amor, nem emoção
Talvez a tua vida parada
E estilhaços de um coração

publicado por Poeta Acidental às 17:17
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Erro teu

É depois de uma vida ser desperdiçada
Que os olhos se desviam dos espelhos
Que os choros de crianças são facadas
Ou sombras de pecados dos Evangelhos
 
É depois de uma vida ser negada
Que o corpo recusa qualquer toque
É o pavor e a repulsa entrincheirada
No mais fundo do peito sem que se note
 
Para sempre ficará no corpo essa agonia
Que te encolherá sempre em cada entrega
Mirrando-te por fora dia-a-dia
Secando-te por dentro cada prega
 
Erro teu, má fortuna, amor ardente
Ou simplesmente uma praga mal rogada:
A lembrança de um amor ausente
Não merecia assim ser castigada

publicado por Poeta Acidental às 17:10
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

Ao meu maior amor

Foste o meu maior amor

Foste loucura e paixão

A flecha que sem dor

Marcou o meu coração



Fui poeta, fui cantor

Par de dança, confidente

Fui o beijo com ardor

Fui o abraço urgente



És ao longe e ao perto

A minha maior dor

Paradeiro sempre incerto

Do meu maior amor



Sou a raiva mal contida

Eu sou a maré parada

Águia de asa partida

Sem ti eu não sou nada


publicado por Poeta Acidental às 19:00
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Terça-feira, 19 de Setembro de 2006

Eu sou teu

Á volta de um cigarro cansado

De tanto esperar meus lábios

Canso um sorriso rasgado

Nestes meus olhos tão sábios



Eles sabem porque não vens

Porque tardas no regresso

Só não vê quem te quer bem

Assim, agora, o confesso



Mas o cego do coração

Aos olhos nega a verdade

Por mais que digam que não

Ele teima na saudade



Á volta de um cigarro cansado

Que de tanto esperar ardeu

Voltas enfim para o meu lado

Eu sou teu! Eu sou teu!

publicado por Poeta Acidental às 17:47
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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006

Fim

É quando a noite se ausenta
Que a minha varanda se entedia
E desgostosa se lamenta
De não te ter por companhia
 
É quando o sol se apresenta
Ao romper de um novo dia
Que a minha cama se lamenta
Da ausência da tua alegria
 
É quando os dias tristes passam
Numa azeda melancolia
Que a palavra solidão
Esmaga a esperança de um novo dia
 
É quando as palavras atrás ausentes
Me surgem em cataratas
Que fecho os olhos e cerro os dentes
E as lamento por insensatas
 
Porquê agora se apresentam
Se não te tenho junto a mim
Para as ouvires como lamentam
Este memorável triste fim

publicado por Poeta Acidental às 11:49
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Dúvidas, leva-as o vento

Ofereci-te uma rosa
Adormeci a tua dor
Mas uma raiva silenciosa
Matou o meu amor
 
Ofereci-te uma rosa
Quanto vale o meu amor
Vale dois dedos de prosa
Ou uma imensidão de dor
 
Ofereci-te uma rosa
Quanto vale uma paixão
Vale esta dor que é nossa
Que me estoira o coração
 
Ofereci-te uma rosa
Quanto vale ao fim da vida
Vale a voz silenciosa
Vale uma alma ferida.

publicado por Poeta Acidental às 13:10
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Sábado, 17 de Junho de 2006

Amor é…

O amor é de quem se entrega
No desalmado instante da procura
Dos corpos, à carícia louca e cega
Quando os dedos são os olhos da ternura
 
O amor é de quem os olhos cerra
E da pele faz os olhos da paixão
O amor é de quem vivo se enterra
E feliz ignora os conselhos da razão
 
O amor é de quem se entrega
De corpo e alma, com loucura
O amor é de quem não nega
Ao corpo, o carinho e a ternura

publicado por Poeta Acidental às 12:16
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006

Convite

Se eu te guiasse numa dança calma
E te beijasse numa fúria louca
E por ti entrasse acalmando a alma
E que ela falasse pela minha boca
 
E se eu beijasse essa tua boca
E por ela entrasse com muita calma
E que ela falasse numa dança louca
E que me guiasse até à tua alma
 
E se eu entrasse pela tua alma
E ela falasse pela minha boca
E que me guiasse numa dança calma
E eu te beijasse numa fúria louca
 
E se tu falasses numa fúria louca
E me guiasses pela tua alma
E se me beijasses acalmando a boca
E por ela entrasses numa dança calma

publicado por Poeta Acidental às 16:33
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